LU AN GUA PIAN é um dos chás verdes chineses mais incomuns. Não contém rebentos ou hastes, mas não se deixe enganar, pois é um chá de primeiríssima qualidade!
LU AN é o nome da região da Província chinesa de Anhui de onde é originário e GUA PIAN é habitualmente traduzido por “semente de melão”. O nome original é Gua Zi Pian (semente de girassol), em homenagem à forma das folhas. Ao longo do tempo o nome foi encurtado, o que levou a uma falha de tradução.


COMO É PROCESSADO?
Os chás verdes chineses privilegiam normalmente os rebentos tenros das folhas, mas o Lu An Gua Pian é feito apenas com a primeira folha inteira que se segue ao rebento. A folha é colhida da planta sem a sua haste. Este método de recolha requer muito mais trabalho manual.
As folhas são depois emurchecidas e aquecidas em ‘woks’ para travar a sua oxidação. Segue-se um novo aquecimento no qual as folhas são mexidas com uma vassoura de palha e é este passo do processamento que as enrola na sua característica forma alongada. Por fim, as folhas são cuidadosamente secas sobre fogo de carvão para remover qualquer humidade residual.


QUAL A SUA ORIGEM?
Este chá cresce nas montanhas que circundam a cidade de Lu’An na Província de Anhui. A combinação entre o clima ameno, chuva abundante, e um solo rico em nutrientes são ideais para o seu cultivo.
A história deste chá é alvo de debate: algumas fontes referem que já era mencionado no “Classic of Tea” de Lu Yu; outras que era um chá de tributo durante as Dinastias Ming e Qing ; outras ainda que foi criado apenas no início do século XX por um mercador. A verdade é que os métodos de processamento do chá evoluíram e transformaram-se tanto ao longo dos tempos que é praticamente impossível datar com rigor a data de criação de muitas variedades.


A QUE SABE?
A infusão do Lu An Gua Pian cria um licor luminoso dourado de nuances esverdeadas e tem uma forma muito particular de captar a luz em volta. Tem um sabor rico e texturado, como um caldo, de claras notas vegetais, mas não excessivas. Há nele uma qualidade salgada e umami a fazer lembrar alguns chás verdes japoneses . E uma subtil nota defumada devida ao fogo de carvão onde secou. Sem qualquer adstringência.


COMO PREPARAR?
No método ocidental, usar 3g de chá para cada 250 ml de água. Infuse à temperatura de 85 C durante 3minutos.
Em ‘gaiwan’, faça da observação o seu melhor guia. Quando as folhas começarem a abrir e a ficar macias, coe o licor para um pequeno jarro e sirva. Deixe água suficiente na gaiwan para cobrir as folhas: isso ajuda a manter um sabor forte e consistente para as infusões subsequentes.


Este chá também resulta lindamente em ‘cold brew’.


ONDE COMPRAR?
Na nossa loja online. Link na bio.

Autor: Tânia Rampi

Documentário de 2014, de Maite Alberti – Chile – 1h09min

 

Um documentário que nos faz rir, chorar e refletir, sobre como envelhecer.

O mais interessante é prestar atenção na reflexão dessas senhoras que, uma vez por mês, religiosamente, há 60 anos, esse um grupo de velhas amigas se reencontra, sem se perder de vista desde o final da escola secundária, num colégio católico. O tempo, que inevitavelmente passa, e transformou suas fisionomias e histórias pessoais, parece infiltrar-se com delicadeza entre a passagem de xícaras de chá, pedaços de bolo e outros quitutes. Ainda que tenham vivido por tempos de duras transformações históricas e políticas no Chile, essas turbulências parecem nunca vir à mesa, ou abalar sua amizade. Suas conversas giram em torno do passado, mas também incorporam discussões eternas sobre a fidelidade dos homens e a mudança dos costumes.

A fotografia e o enredo do documentário é diferente do trivial, pois é como se houvesse uma câmera escondida, grava sem elas perceberem e os recortes sobre suas expressões enquanto outra fala são no mínimo engraçadas. Muitos temas modernos trazidos no momento do chá mas com a percepção e opiniões de quem viveu em outra época, como casamento, homossexualidade, noite de núpcias, relacionamento, traição, machismo e como lidam com a velhice e a morte.

O documentário vem em capítulos que começam com a foto delas a cada ano que passa. Logo a preparação dos encontros, cada vez em uma das casas, o making off do preparo dos bolos, tortas, sanduíches e mesas postas é de forma elegante e colorida, com louças clássicas de um chá da tarde. Logo no início do encontro, aparece o chá sendo preparado, em folhas soltas, saquinhos, e tem até a blooming tea flower em dos capítulos, o que é inusitado por ser tão especifica essa forma de servir, pois é uma flor costurada com chá que desabrocha ao ser infusionada. O chá normalmente parece ser o preto, com frutas, pois harmoniza com tantas tortas com frutas vermelhas e recheios, sempre tem sucos de frutas e os quitutes são esteticamente lindos de olhar e parecem deliciosos. Um chá inglês à moda “chilena”.

A fotografia é impecável nos detalhes. Ao final do encontro servem um licor alcoólico sempre. E para encerrar, há sempre uma nova sugestão de passeio aos arredores do Chile em grupo, então juntam um pouco de dinheiro cada uma para fechar o pacote.

Em cada novo encontro, há a ausência de alguma participante, ou porque faleceu ou por motivos de doença. Elas leem poesias, cartas amarelas de seus antigos amores, ou uma apresentação de flauta da filha de uma das senhoras que tem uma deficiência. Então, tudo tem um ritual.

O que agrada é a sinceridade, o humor, a transparência de uma falar a outra o que sente e o que pensa. A maioria viúvas já falam de como idealizar o marido e como não seria possível viver sem eles quando se foram, mas que depende de cada uma pela forma de enxergar a viuvez.

É fácil de chorar e de rir, pela originalidade das cenas e das personagens, talvez entender o quanto as amizades, que nem sempre as cultivamos como deveríamos fazem a diferença, já que no final, são elas que nos dão força sem nada nos exigir.

A mesa posta para o chá se torna o pano de fundo para trazer o quanto amizades nos fortalecem, até o momento da despedida.

 

Sobre o título: ” la once”- Curiosidade:

Os chilenos merendam às 11h? Não, eles certamente lancham no período da tarde, mas a expressão “la once” é um costume herdado de antigos operários.

Se alguém te convida para uma “la once” está te convidando para um drink. Os “onze ” em questão não são horas, senão as onze letras da palavra “aguardiente”, bebida que os chilenos levam para a pausa do trabalho. Um código prático para não ser pego no pulo.

 

 

Chá com cantuccini

Cantuccini são biscotti (quer dizer cozido, assado, duas vezes), originários da região da Toscana, Itália.

Criados originalmente para serem fervorosamente mergulhados em uma taça de Vin Santo, hoje em dia são, ao redor do mundo, também acompanhamentos para café e capuccino. E o chá com cantuccini? Também é uma ótima opção de harmonização!

E para ousar na tradição, escolhemos harmonizar o chá com cantuccini, optando pelos aromatizados, que melhor combinam com os ingredientes do biscotti. A proposta resultou em uma experiência de encher os olhos e não parar de comer até acabar.

5 opções de infusão que combinam com cantuccini

 

Chá com cantucciniPara harmonizar chá com cantuccini é importante escolher bem qual tipo de infusão mais combina.

  1. Chá preto Rosas da China – pelo floral das rosas que combinam com sabores amendoados e com baunilha.
  2. Chá preto Tempo de Monção – pelas maçãs assadas elevarem o sabor da amêndoa.
  3. Chá verde Paixão ao Sol – Pelas peras apresentarem um cítrico que contrasta com amêndoas que não os deixa enjoativos
  4. Com chá verde Gueixas – pelas cerejas amargas também contrastam com o sabor amendoado, talvez a mais diferente das harmonizações por cortar um pouco o doce abaunilhado.
  5. Com o Fantasia de frutas vermelhas – que exalta doces com sabores bem mais amanteigados e amendoados.

 

A receita de cantuccini que mais combina com chá

 

A receita é mais delicada e aromática do que os industrializados.

Tempo de preparo: duas horas

Porções: dependendo do tamanho, +- 5 dúzias

Ingredientes do cantuccini

 

– 250g de Farinha

– 200g de Açúcar

– 200g de Amêndoas com pele

– 2 Ovos

– 4g de Fermento em pó

– 1 Pitada de Sal

– 1 colher de sopa de Extrato de Baunilha (opcional – veja nota abaixo)

– 20g de Mel (opcional – veja nota abaixo)

– Casca ralada de 1 Limão Siciliano (opcional – veja nota abaixo)

Modo de preparo do cantuccini

– Torre as amêndoas em uma frigideira a fogo médio-alto, mexendo sempre e tomando cuidado para não queimar. Transfira as Amêndoas da assadeira para esfriar mais rápido e reserve – as Amêndoas devem estar frias quando forem usadas na receita.

– Pré-aqueça o forno a 180ºC.

– Em uma tigela peneire a farinha, o fermento e o sal. Acrescente a casca de Limão ralada, tomando cuidado para não ralar a parte branca que é amarga.

– À parte, bata os Ovos com o Açúcar até que a mistura fique quase branca e espumosa.

– Acrescente a Baunilha, o Mel e misture.

– Acrescente os secos à mistura de Ovos aos poucos, misturando bem até que todos os ingredientes fiquem incorporados.Cantuccini

– Ao final acrescente as Amêndoas torradas e já frias e misture bem com as mãos até que todos os ingredientes se integrem bem.

– Polvilhe uma bancada com farinha, transfira a massa e polvilhe mais um pouco de farinha por cima. Trabalhe a massa até que fique homogênea e forme uma bola lisa.

– Divida a massa em duas partes iguais e molde cada uma delas em formato de um cilindro de aproximadamente 5 cm de diâmetro.

– Disponha os dois cilindros em uma assadeira forrada com papel manteiga, deixando uma boa distância entre eles para que não grudem – vão crescer no forno.

– Leve a assadeira ao forno pré-aquecido até que os filões estejam dourados por fora mas ainda levemente úmidos por dentro, o que deve levar uns 15 minutos.

– Deixe esfriar por 5 minutos, e usando uma faca bem afiada fatie-os em sentido oblíquo, em tiras de 1,5 cm de espessura.

– Coloque os biscoitos de volta na assadeira, agora virados de lado, e volte para o forno para que acabem de secar e fiquem dourados – o que deve levar cerca de 7 minutos.

– Deixe os biscoitos esfriarem completamente antes de servir, para que endureçam e fiquem crocantes – quando saírem do forno ainda estarão muito macios.

Saiba mais…

1) Você pode fazer o Cantuccini sem nenhuma aromatização, apenas com a massa básica (farinha, açúcar e ovo), basta eliminar os ingredientes opcionais da receita. Se optar por aromatizar, pode usar os ingredientes que mais gostar.

Nesta receita usei Baunilha, Mel e raspas de Limão Siciliano. Vin Santo, Marsala e Raspas de Laranja são outros exemplos de ingredientes que podem ser usados em outras combinações.

2) Pela tradição Toscana o Cantuccini é servido ao final das refeições acompanhado de Vin Santo, um vinho de sobremesa típico da região.

3) Conserve o Cantuccini em um recipiente de vidro ou lata hermeticamente fechado, assim ele vai continuar crocante por muitos dias.

origem do matchá

Você conhece a real origem do Matchá? Tenho certeza que você conhece o Matchá, a bebida verdinha tem circulado cada vez mais entre as fotos das redes sociais. Desde meados de 2011, o Matchá – “Chá Verde em Pó” em japonês – vem sendo muito citado e conhecido no ocidente.

A origem do Matchá: a história

Apesar de ter se popularizado do lado de cá do mundo somente agora, o chá verde matchá é uma bebida milenar. Apesar de sua força no Japão, a origem do Matchá é chinesa.

Sim! Por mais estranho que pareça, a origem do Matchá acontece na China, durante a Dinastia Tang, do Século VII até o X. Mas a criação da bebida não foi intencional. Pelo contrário, o objetivo inicial ao prensar as folhas do chá era apenas facilitar seu transporte e armazenagem.

O preparo

Na origem do Matchá, o chá verde era cozido no vapor, formando blocos densos de folhas, que ao serem prensadas se quebravam se tornando um pó. Durante esse período a cultura chinesa se popularizava e o chá seguiu sendo transportado assim por séculos.

A chegada do Matchá ao Japão

Mas foi apenas na Dinastia Song, do século X a XIII que o Macthá foi realmente incorporado à cultura japonesa. Em meados de 1191, o monge budista japonês Esai, que havia passado a maior parte de sua vida na China estudando o budismo, retorna em definitivo ao Japão.

Na ocasião, Esai levou consigo sementes do chá verde que dão origem ao Matchá, ensinando aos japoneses o método budista de preparação do chá verde em pó. Essa é a origem do Matchá no Japão.

Esai aproveitava as propriedades do Matchá em suas seções de meditação Zen. A bebida produzia um estado de alerta calmo, proporcionado pela interação da cafeina e da L-teanina. Em sua origem, o Matchá se tornou parte dos rituais de meditação dos monges budistas no Japão.

origem do matcháNo entanto, esses rituais se restringiam apenas a poucas pessoas. As tais sementes da Camellia sinensis foram plantadas na propriedade do Kamakura Shogun. Mas as poucas plantas permitiam a produção do Matchá apenas em pequenas quantidades, de modo que o chá verde se tornou um status de luxuosidade e riqueza.

Apenas tempos depois, o método de cultivo à sombra conhecido como Tencha foi desenvolvido, permitindo o acesso em larga escala ao Matchá.

As cerimônias do Matchá

Apesar da forte associação entre o Matchá e os rituais de meditação, foi somente em 1500 que a cerimônia tradicional foi concebida. A cerimônia do chá japonesa é chamada de “Chado” ou “Sado” – traduzido: “O Caminho do Chá”, foi criada por Lu Yu e posteriormente melhorada por Sen-no-Rikyu.

Sen-no-Rikyu formou os quatro princípios básicos da Cerimônia do Chá Japonesa:

  1. Harmonia (wa)
  2. Respeito (kei)
  3. Pureza (sei)
  4. Tranquilidade (jaku)

Baseada nos benefícios do Matchá, a cerimônia do chá verde se espalhou por todo o Japão, alcançando todos os níveis da sociedade. Assim, surgiram muitas escolas de cerimônia do chá ao longo da história. Muitas delas continuam ativas.

Essa é uma das cerimônias mais tradicionais que encontramos hoje em dia. Atualmente, a cerimônia do chá verde matchá ainda é uma oportunidade para fortalecer as tradições, cultivas as boas relações e criar trocas de saberes entre gerações, aprofundando a erudição.

4 benefícios do Matchá

O Matchá é muito conhecido por benefícios como:

  1. Sua potência energética e de nutrientes como um superalimento;
  2. Sua bomba de antioxidantes como todos os chás vindos da Camellia Sinensis;
  3. Sua função ritualística dentro da cerimônia de chá japonesa e
  4. Bebidas lindas feita com o chá em sua base.

Encontre na Tea Road essa bebida já antiga, que até hoje se inova e se transforma em criações magníficas.

Clique aqui e conheça nossa seleção de chá verde Matchá!

diferença entre chá e infusão

Talvez você nunca tenha pensado sobre o assunto ou mostrado interesse ou mesmo é algo que nem passou pela sua cabeça, mas nem tudo que você consome realmente é chá. Na realidade, há diferença entre chá e infusão, entendê-la te permite saber quando você está tomando chá e quando na verdade é apenas uma infusão.

A diferença entre chá e infusão parece ser sútil, mas na verdade há uma plantinha bem especial que protagoniza a distinção. Vamos entender melhor porque há diferença entre chá e infusão.

A diferença entre chá e infusão

A diferença entre chá e infusão é bem básica: chá é apenas o derivado da planta Camellia Sinensis. Assim, todas as bebidas derivadas de outras plantas são, na verdade infusão.

Entenda melhor o que é chá

Para quem não sabe a palavra chá é de origem chinesa e é referente a colheita do Camellia Sinensis e fazer uma infusão com ela. Portanto, somente é chá as bebidas que derivam dessa planta unicamente.

Ela é extremamente popular tanto na Europa como na China, podendo ser chá verde, chá branco e preto ou até mesmo vermelho. O que vai determinar a coloração é o processo de colheita, secagem e hidratação da planta e posteriormente sua oxidação e fermentação da mesma.

 

Quais são os tipos de chá?

Bom, conforme explicamos, o chá de verdade é feito a partir e unicamente da planta Camellia, os demais são infusões de outras ervas para criar o chá. Conheça outras possibilidades. Existem os clássicos mais conhecidos e os únicos, que são produzidos a partir de solos especiais e em condições particulares para criar sabores especiais.

Chá Branco

É uma variedade menos processada, é um chá mais leve e delicado com pouca cor e corpo, mas também extremamente complexo. Criado a partir dos brotos macios da Camellia ou com as folhas mais jovens, é o que contribui para ele ser mais doce. Na Tea Road nós temos três variações deliciosas de chá branco para seu paladar.

Chá Oolong

Considerado um dos mais complexos, o chá Oolong seu perfil varia conforme sua oxidação. Seus níveis podem variar de 20% a 30%. Após atingir o ponto esperado, o processo de oxidação é interrompido por meio da secagem. E assim começa sua divisão entre baixa e alta oxidação.

São extremamente sedosos e aromáticos.

Chá Verde

O chá verde é mais suave que o chá preto e ainda sim possui mais corpo e maior densidade que o branco. Seu processo consiste em evitar que sua folha oxide e assim possamos encontrar sabores vegetais e aromas e algumas notas tostadas. Temos diversas opções deste chá também.

Chá Preto

Folhas de chá que sofrem oxidação plena, mas há variações onde folhas colhidas na primavera acabam sofrendo menos oxidação. Portanto, as folhas acabam sofrendo um enrolamento mais agressivo para o processo de oxidação.

Para assim atingir a matização e aroma próprio do chá preto.

E a infusão: O que significa?

diferença entre infusão e cháSabe aquele chá calmamente que você bebia na infância? Chá de erva-cidreira ou de camomila, por exemplo? Chamamos comumente de chá, pois não sabemos a diferença entre chá e infusão, mas na verdade as bebidas a base dessas ervas são infusões.

A diferença entre chá e infusão acaba sendo um pouco confusa quando pensamos que o processo de fazer a bebida de chá também é uma infusão. Lembra das receitas da internet que indicam que não se pode deixar a água ferver, colocar a erva e deixar em repouso? Porque esse é o processo da infusão.

Nele a água não pode ferver, deve no máximo soltar as bolhas do fundo e ficar em 80º e aí sim desligar e deixar a erva em repouso por pelo menos cinco minutos.

Agora que você já sabe qual é a diferença entre chá e infusão, que tal conhecer os blends de chá! Vem ver o post em que eu te conto o que são os blends!

diferença entre chá e infusão

Um blend de chás é uma combinação de sabores e texturas. Um blend pode ser muito mais saboroso do que apenas um chá puro, uma infusão de um único elemento.

O que é um blend de chás por definição?

Blend por definição é uma palavra de origem inglesa, sua tradução literal significa mistura. Um blend de chás é uma mistura de dois ou mais ingredientes para criar uma infusão de chá.

Ou seja, quando usamos mais de um elemento para fazer nosso chá, estamos misturando e, portanto, fazendo um blend de chá. Essa infusão pode ser criada tanto com raízes, folhas, caules, flores, frutas e até mesmo especiarias e óleos essenciais. Não existe limite para criatividade e combinações possíveis.

Claro que existem blend de chás que são mais clássicos e mais comuns de se achar. Por exemplo, chá preto com óleo de bergamota e chá verde com menta.

Quem é o Tea Blender?

O Tea Blender é um profissional qualificado para criação de blends. Ele tem a capacidade de criar uma arquitetura harmoniosa entre textura e sabor com diferentes ingredientes.

Como ele é um especialista, cabe a ele com seu conhecimento técnico entender sobre os principais tipos de chá de cada região e conhecer seus perfis sensoriais e compreender seus ingredientes.

Claro que para ser um especialista em blend de chás, é necessário estar em constante aprendizado, explorando novas opções, temas e combinações. Criar suas próprias linhas de chá também faz parte das tarefas deste profissional.

Como é o processo de criação de um blend de chás?

Bom, não é uma tarefa simples criar blend de chás. Não é só misturar ingredientes, é mais do que isso. É trabalhar um ingrediente descobrindo novas abordagens e possibilidades, trazer um elemento novo para equação que possa ser explorado.

E claro, existem os blends que possuem propósitos específicos como fortalecer o sistema imunológico ou trabalhar propriedades relaxantes no organismo do consumidor e por aí vai.

Seleção de Ingredientes

É considerada uma das etapas fundamentais, pois é daqui que vem a matéria prima base para a qualidade do blend, com sabor característico e notas aromáticas.

Para definir se um ingrediente é de boa qualidade para um blend de chás, é importante observar o tamanho, integridade das flores, frutas, folhas ou ervas e especiarias. E portanto, não é incomum que um profissional de blends tenha mais de um fornecedor na região.

Testes

Depois de ter os ingredientes corretos e entendê-los como perfil, vem a parte do teste. Aqui é testado cada parte do blend, se os ingredientes na parte não entrem em conflito entre si, se há harmonia sensorial entre gostos e cheiros, se algum se sobressai ou se sobrepõe a outro e se será necessário outros tipos de análises.

Por isso, não é incomum que até chegar no blend de chás ideal várias mudanças ocorram no meio do caminho para atingir o objetivo.

Quantidade

E claro é necessário balancear a quantidade em gramas de cada ingrediente, para que se tenha o equilíbrio em cada elemento. Aqui o ponto não é ter a quantidade exata de cada um, mas sim diferentes entre si para se harmonizarem e buscarem o objetivo inicial.

A arte de criação de chás não é na precisão quase cirúrgica, às vezes é apenas na essência o equilíbrio. Por isso, o processo é completo e longo e exige profissionais capacitados.

Conclusão

O que podemos concluir com este conteúdo, que a criação de um blend de chás vai muito mais além do que misturar qualquer ingrediente em uma xícara, por exemplo. Requer estudo e conhecimento amplo sobre matéria prima e ingrediente.

Sabe explorar ao máximo o que cada coisa pode trazer para a infusão, é saber que as quantidades não precisam ser únicas e iguais e podem ter variações entre si. Além de contar com um profissional especializado somente nisso, que é capaz de extrair o melhor de cada aspecto do preparo.

É sabido que muitos blend de chás tem objetivos medicinais para a saúde do organismo, outros que trazem ensinamentos medicinais de ciências orientais para trazer o equilíbrio e bem estar para quem os consome.

Beber um chá hoje não é mais só ingerir um líquido, é um passo para uma boa qualidade de vida. Nós da Tea Road temos blend de chás baseados na ciência Ayurveda. Trazendo chás com propriedades curativas para nossos consumidores, para ampliar a sensação de relaxamento e bem-estar e ainda limpando o organismo de dentro para fora.

Trabalhando as funções diuréticas, auxiliando na digestão e limpeza do sangue.

chá de rooibos

Para quem não conhece, o chá de rooibos vem de um arbusto chamado Aspalathus linearis, que é muito comum na África do Sul. Inclusive, o consumo desse chá é considerado uma tradição milenar nesse país.

A bebida derivada da infusão das folhas deste arbusto produzem uma bebida com sabor adocicado e avermelhada, inclusive pode ser combinada com outros blends de chá e pode ser consumida com leite.

O chá de rooibos traz diversos benefícios à saúde de quem o consome, além de um sabor que pode ser misturado com outras ervas para ser acentuado. Continue a leitura para saber mais!

Benefícios do consumo do chá de rooibos

Não é apenas uma bebida para ser consumida, não é a toa que é considerada uma erva medicinal devido a quantidade nutrientes que é capaz de prover ao organismo. Continue a leitura para conhecê-los!

Antioxidante

O chá de rooibos é rico em antioxidantes como flavonoides, que por sua vez acabam melhorando a saúde cardiovascular e reduzindo o risco de câncer. Já que os antioxidantes protegem as células dos malefícios provenientes dos radicais livres.

Evitando assim o envelhecimento precoce e ao mesmo tempo o enfraquecimento do sistema imunológico.

Minerais

Essa bebida também possui em sua composição grande quantidade de minerais como ferro, cálcio, magnésio, potássio, cobre, manganês e zinco.

O que acaba se tornando excelente para atletas, ou para pessoas que fazem atividade física, lactantes e crianças. Como é considerado um isotônico natural ele acaba repondo os micronutrientes que são perdidos nesse tipo de atividade.

Anti-inflamatório

Ainda dentro dos flavonóides, existe uma substância chamada quercetina que possui propriedades anti-inflamatórias dentro do chá.

Assim reduzindo a inflamação ou dores associadas e influência no relaxamento muscular. Inclusive o chá de rooibos pode ser utilizado no tratamento para diminuição de cólicas menstruais e cólicas em bebês, por isso é importante que as mães que são lactantes consumam o chá.

Antialérgico

O chá de rooibos também contribui para o tratamento e prevenção de alergias nas vias respiratórias como, por exemplo, a asma e a rinite. Possui em sua composição flavonoides que acabam retardando a liberação de histamina no corpo o que contribui para a diminuição das alergias.

Cafeína

Esta bebida, é naturalmente livre de cafeína. O que contribui para o relaxamento, a diminuição dos níveis de estresse no organismo e por sua vez noites mais tranquilas. Sem a sensação de estar sempre em alerta que a cafeína proporciona.

Função Detox

Assim como seu amigo o chá verde, o chá de rooibos é rico em substâncias desintoxicantes que ajudam a acelerar a queima de gordura no organismo e a limpar o fígado de toxinas. Além de uma contribuição no intestino, ainda possui substâncias detox que auxiliam na perda de peso.

Como é o preparo e consumo do chá de rooibos?

Normalmente é utilizada a proporção de a cada 1 litro de água, serem usados 10g do chá. Para aproximadamente uma xícara de 300ml é interessante utilizar apenas 3 gramas da erva.

Com a água fervendo adicione a erva e por fim, desligue o fogão e abafe a mistura. É importante deixar descansando por um período máximo de dez minutos para que a água possa absorver todos os nutrientes e sabores da erva medicinal.

O chá de rooibos também pode ser consumido de forma gelada em dias quentes como uma espécie de refresco, em dias frios quentes como um chá, que além de todos os nutrientes que contribuem para o corpo também o esquenta. O mais indicado é que seja consumido pelo menos uma xícara por dia, a qualquer hora do dia, para que possa usufruir de todos os benefícios.

Mas se mesmo listando todos os benefícios, você ainda fica receoso e questiona o porquê da importância de consumir chá diariamente. Vamos fazer um resumo para você.

Motivos para consumir chá de roiboos

Não apenas o chá de rooibos, mas outras bebidas como chá preto, chá branco, chá verde são excelentes para o organismo. Além disso, aumenta a resistência do corpo

Como muitos dos chás possuem flavonóides com capacidade antioxidantes acabam influenciando na capacidade do corpo na queima de gordura, o que é um combustível para atividades físicas e assim melhora a resistência muscular.

Emagrece

Sim, o chá emagrece e principalmente o chá de rooibos. A dica perfeita é você consumir uma xícara de chá 10 minutos de sua atividade física, já que a bebida vai auxiliar na maior oxidação da massa da gordura muscular, além disso ele impacta na queda dos triglicérides e ganho de força muscular.

Proteção do Coração

Inclusive citamos no começo do conteúdo que um dos benefícios é a proteção contra doenças cardiovasculares, mas é importante ressaltar que o resultado foi baseado em testes feitos com pessoas que consumiam de 1 a 3 xícaras de chá por dia.

Nesse ínterim, elas apresentaram 20% menos risco de um ataque cardíaco e 35% menos risco de um acidente vascular cerebral e uma queda no colesterol LDL (colesterol ruim).

Contraindicações

Mas atenção! É bom que seja consumido chá de rooibos diariamente, mas mantendo no máximo de 1 a 3 xícaras dia. Mais do que isso, pode ser considerado consumo exagerado e poderá trazer contraindicações para o corpo.

Quando consumido em excesso, os benefícios que o chá poderia dar ao organismo acaba sobrecarregando-o, gerando um aumento nas enzimas hepáticas o que causa sérios danos ao fígado.

Nas mulheres nos casos em que o consumo foi diversas vezes maior que o recomendado diariamente, houve a produção do hormônio feminino estrogênio em excesso o que pode causar desequilíbrio hormonal.

Por isso, consuma conforme a indicação. Não é bebendo litros e litros que sua saúde se tornará de ferro, vai apenas sobrecarregar o corpo. Mantenha um ritmo e os benefícios irão surgir.

 

 

Acalmar a mente e destralhar a mente

Destralhar a mente nos permite fugir dos efeitos negativos dos excessos e nos incentiva a liberar espaço para aquilo que é relevante.

Acumulamos, diariamente, uma infinidade de informações inúteis ou desimportantes. Toda essa tralha pode gerar distrações, ansiedades e confusão mental.

O que é destralhar a mente?

Alinhado ao minimalismo, o conceito de destralhar a mente refere-se ao ato de livrar-se daquilo que não é útil ou necessário.

Quantas vezes você já se pegou refletindo sobre assuntos que pouquíssimo te importam? Perdeu o foco e se viu em meio a um emaranhado de ideias aleatórias, devaneios?

Chá acalmar a mente De repente, você se percebe pensando sobre o gato da vizinha e nem sequer sabe como seus pensamentos chegaram até ali. Enquanto isso, uma lista de e-mails está esperando respostas, sua planta está morrendo de sede e você esqueceu o seu chá na cozinha esfriando.

Sua mente viaja e você se sente frustrado e ansioso por não finalizar as tarefas planejadas.

Destralhar a mente é diferente de esvaziá-la ou de acalmar os pensamentos. Destralhar significa manter somente o que é importante. Não vá se livrar de tudo, ok?

As tralhas são apenas as distrações que nos afastam de nossos objetivos e metas, complicando nossas vidas. O escritor canadense Robin Sharma argumenta que:

“O melhor modo de simplificar sua vida é destralhar sua mente”

Para te ajudar nesse processo de destralhar a mente, descrevemos dois hábitos essenciais para destralhar sua mente.

 

Como destralhar a mente?

Duas dicas essenciais para destralhar a mente, acalmar seus pensamentos, ter mais concentração e viver melhor:

Dê significado às suas escolhas

Escolha com cuidado o que realmente importa, observando quais valores são fundamentais para você. Com base nisso, você será capaz de definir necessidades, afetos e visões de mundo com as quais se identifica ou não.

Para tanto, é muito importante conhecer a si mesmo. É imprescindível relembrar suas raízes, se orgulhar de suas trajetórias e reconhecer as transformações pelas quais passou ao longo de sua história.

Ancore-se em sua melhor versão, utilize-a como bússola para imaginar futuros possíveis, atenha-se aos seus planos e foque em seus objetivos de vida.

Assim, é possível avaliar o quê ou quem contribui para sua felicidade e bem-estar. Apenas esses serão merecedores de sua concentração.

Ao invés de acumular pessoas e coisas que geram informações desnecessárias, resuma-se ao essencial. Nas palavras do arquiteto Ludwig Mies van der Rohe:

menos é mais!

Quando conhecemos o que é importante para nós, dedicamos nosso tempo e energia somente ao que harmoniza com nossos valores e ideais.

Essa clareza nos proporciona equilíbrio, leveza e simplicidade. Você não apenas se livra e evita o que é negativo e desnecessário, também se depura.

Agregar significado às suas escolhas de vida tem um efeito libertador e calmante para sua mente.

Filtrar os pensamentos

Esse parece o mais óbvio, certo? Sim, eu sei!

Mas não é fácil tomar as rédeas da nossa imaginação. Nossa mente passeia e, quando nos damos conta, estamos pensando no aquecimento global, naquela briga de semana passada com o namorado, no fim da pandemia…

O que essas coisas têm em comum? Não podemos controla-las ou muda-las! Filtrar e controlar nossa mente é sobre isso, tentar se ater apenas àquilo que está ao nosso alcance ou nos compete.

A qualidade dos conteúdos que você consome

Consumimos uma imensidão de conteúdo que nada agrega para o nosso desenvolvimento pessoal ou sobre o qual nada podemos fazer.

destralhar a mente ; acalmar a menteNão devemos nos alienar e deixar de consumir informações sobre o que acontece no mundo ou a nossa volta, mas podemos fazer isso com equilíbrio e moderação. Do contrário, somos tomados pelo medo, angústia e indignação, sobretudo, nos dias de hoje.

Escolha suas batalhas

Vivemos uma crise mundial e uma pandemia, sem data para terminar. A vida está cheia dos nossos “probleminhas” pessoais, das nossas questões particulares e de “problemões” de escala global, a qualidade do ar, por exemplo.

Nesse sentido, é importante cultivar a empatia por si mesmo e medir o quanto somos afetados pela infinidade de informações que circula rápida e intensamente, em tempos digitais.

Questione-se: Isso me importa? Está ao meu alcance? Você pode se sensibilizar com um problema de um amigo, oferecer-lhe carinho e conforto, mas, caso você não possa literalmente resolver, limite seus pensamentos sobre o assunto.

Você pode, ainda, se preocupar com o aquecimento global. E, por isso, reciclar seu lixo, economizar água e ensinar seus filhos sobre responsabilidade ambiental, mas é inútil passar seus dias refletindo a cerca de cada centímetro de calota polar que se desfaz.

Destralhar seus pensamentos é o melhor caminho para uma vida mais leve, fluida e descomplicada!

aumentar a produtividade

 

Muito se fala sobre o aumentar a produtividade. Há uma imperatividade por produção sem fim. É necessário que sejamos produtivos no mínimo de tempo (im) possível. Difícil, não é?!

A conta parece não fechar: como produzir mais em menos tempo? Não existe uma fórmula mágica, mas podemos pensar em modos para produzir melhor e otimizar nosso tempo.

Produtividade otimizada: Quantidade ou qualidade?

Quando buscamos dissociar a produção e o tempo de fatores quantitativos, olhamos menos para os números e mais para a qualidade. Aumentar a produtividade é produzir melhor e não produzir muito.

Alguns rituais tornam o trabalho mais prazeroso, leve e confortável. Direcionar nossa energia para determinadas atividades, em momentos certos, pode influenciar todo o nosso dia e potencializar nossa capacidade criativa e produtiva.

Nesse texto, apresentamos 4 rituais que podem te ajudar a ter um bom dia de trabalho e aumentar a produtividade.

4 Rituais para aumentar a produtividade

 

Vamos começar pelo silêncio. Pode parecer contraprodutivo ficar em silêncio, mas ajuda. Te garanto!

O silêncio

Você consegue ficar confortável em silêncio? Conseguir ficar em silêncio é muito importante para o desenvolvimento do nosso processo produtivo.

Ficar em silêncio, de verdade, é diferente de ficar quieto. Ficar em silêncio não significa não vocalizar nada, e sim, não se comunicar. Não receber informações ou estímulos e, também, não os produzir.

Se você não está lendo, digitando, assistindo, ouvindo ou consumindo conteúdo, sua mente cria. Isso acontece porque sua mente tem tempo para processar e absorver as informações que você recebe e transformá-las em algo novo.

Se você só acumula conteúdo, consumindo ininterruptamente, em alguma medida, ele se perde e não é aproveitado. Que tal tomar um chá enquanto você fica completamente em silêncio por alguns minutos?

O essencialismo

Você escolhe com cuidado as atividades que vai realizar no dia ou apenas vive o momento? Se você é do time que determina criteriosamente em que investir seu tempo, você pode ser um essencialista.

Aproveitar bem o tempo e a energia, dedicando-os às metas e prioridades é uma estratégia muito eficiente para produzir melhor.

Aumentar a produtividade

Cada pequena atividade do dia finalizada mostra que você está mais perto de cumprir sua meta, entregar um trabalho ou finalizar uma demanda, causando uma sensação de vitória, satisfação e bem-estar.

Dar “check” ou riscar obrigações de listas tornam o processo produtivo confortável e mais assertivo. Organizar seu tempo em micro tarefas e delinear atividades específicas para cada momento do seu dia pode ser um ritual rápido e bem simples.

Você pode fazer à mão ou aproveitar aplicativos para se organizar, como o Microsoft To Do.

As pausas

Você almoça na frente do computador? Responde mensagens de trabalho enquanto entre uma garfada e outra? Se você faz isso, precisa conhecer o maravilhoso mundo das pausas.

Aumentar a produtividade com chá

Pausas são autocuidado. São uma atenção que você dá para o seu corpo quando não está trabalhando. O que acontece se você não pausa a produtividade para olhar para si?

Se você não para, então, seu corpo para você. É assim que chegamos ao meio da tarde com aquelas dores de cabeça sem explicação, que fazem nossa produtividade ir caindo e diminuem nosso tempo de trabalho com qualidade.

Se você divide o seu dia em blocos de tempo, entre eles estão as pausas. Aproveite para se olhar no espelho, se alongar, respirar fundo algumas vezes e tomar um chá!

É nessa hora que você descarrega, se livra de todo o estresse do trabalho e se recarrega.

A experiência

Quantas horas por dia você passa trabalhando? Oito? Dez? Lojas de colchão costumam dizer que passamos um terço (1/3) da vida deitados em nossas camas e isso os ajuda a vender. Já pensou que você passa também um terço (1/3) ou mais da sua existência trabalhando?

Em tempos de home office improvisado no isolamento social, isso pode significar trabalhar na cama ou no sofá com o notebook no colo, sentar-se à mesa de jantar, andar pela casa falando ao telefone, certo?

Assim como dormir, trabalhar também precisa ser uma experiência positiva, confortável e tranquila. Então, crie um ritual de trabalho que inclua: um lugar confortável e ergonômico, uma iluminação adequada, distrações bloqueadas e uma musiquinha ambiente ou silêncio, se você preferir.

Crie um clima para que você possa se apaixonar pelo processo produtivo, já que ele é uma parte considerável da sua vida. Nesse contexto, cabe citar o escritor Eric Thomas:

Apaixone-se pelo processo e os resultados virão.

Esses são apenas alguns rituais que podem tornar seu dia mais leve. Seu dia pode ficar ainda mais gostoso com um chá Tea Road! Vem conhecer!

Tsukimi

Quando vemos a lua cheia bem bonita, muitas vezes nossa primeira atitude é tentar fotografá-la, missão bastante difícil, não é verdade?

Lua TsukimiEm tempos digitais, postamos e mostramos tudo o que nos toca. E o resultado disso pode não ser positivo. Quantas vezes deixamos de apreciar o momento ou contemplar verdadeiras obras de arte da natureza?

O festival Tsukimi é um ritual que propõe uma atitude bem diferente dessa. O momento de admiração à lua é tranquilo, silencioso e introspectivo. O festival gira em torno da celebração da lua cheia mais bonita do outono japonês.

A lua, acredita-se, possui poderes e energia espiritual, por isso ela é enaltecida. O Tsukimi (🎑)é um momento para expressar gratidão e esperança.

Nesse texto, vamos falar sobre o Tsukimi e propor práticas simples para a gratidão e a felicidade!

A origem do ritual

Tsukimi é um festival milenar. A tradição, de origem chinesa, foi incorporada aos costumes japoneses durante o período Heian (794-1192), por aristocratas e pessoas da realeza.

O ritual incluía a leitura de poemas e a composição de músicas em homenagem à lua. Muitas vezes, a elite se reunia em embarcações para admirar o reflexo da lua nas águas do mar.

Atualmente, o Tsukimi ainda preserva o caráter de veneração, respeito e reflexão.

O contexto do ritual Tsukimi

A melhor ocasião para observar a lua é na décima quinta noite do oitavo mês do calendário lunar. No calendário gregoriano, o festival da lua cheia de outono acontece entre o fim de setembro e início de outubro. Este período coincide com o fim das colheitas.

Neste ano, acontece hoje, dia 01 de outubro. A lua desse dia, considerada a mais bela e brilhante do ano, é conhecida como “lua do meio do outono”.

Nesta data, as pessoas se reúnem, em pequenos grupos, em locais onde a lua é mais visível, em varandas ou jardins. O ritual também pode acontecer em espaços de cerimônia do chá. Esses lugares são decorados com flores de outono e capim-dos-pampas, a planta, bonita e elegante, é uma oferenda à lua, como sinal de agradecimento.

Depois do ritual a planta é levada para dentro de casa, como um amuleto de proteção.

As comidas tradicionais do Tsukimi

TsukimiDurante o Tsukimi, alguns alimentos típicos são servidos como oferendas à lua. Também decorativos, Tsukimi-dango são pequenos bolinhos de arroz branco dispostos em forma de pirâmide em uma bandeja.

Bolinhos de arroz doce conhecidos como mochi, símbolo de felicidade e boa saúde, são ornamentados ou esculpidos em formato de coelho. O coelho é o maior símbolo da tradição Tsukimi.

Outros alimentos sazonais são cuidadosamente organizados, tais como como castanhas e batata doce, edamame e saquê. A refeição é apreciada e compartilhada como uma expressão de gratidão pelas colheitas.

Tsukimi: um momento de gratidão

O ritual Tsukimi é marcado pelo silêncio, paz e introspecção. O momento de ver a lua leva à reflexão e à gratidão. O que essa tradição pode nos ensinar?

O Tsukimi pode nos inspirar a criar hábitos de gratidão associados à lua. A gratidão está intimamente relacionada à felicidade, pois gera um sentimento de bem-estar.

É muito comum associarmos a felicidade a conquistas futuras, realizações que estão por vir. Assim, sempre empurramos a felicidade para depois, ela se torna muito mais uma expectativa a ser cumprida do que um sentimento que nos preenche.

Ao sermos gratos deixamos de nutrir a esperança de felicidade e somos felizes no aqui e agora.

O líder religioso japonês Masaharu Taniguchi ensina:

Expresse gratidão com palavras e atitudes. Sua vida mudará muito de modo positivo.”

3 rituais para a gratidão pelas pequenas coisas

Escreva um diário:

Ao invés de ficar imaginando o que você precisa fazer ou alcançar, atenha-se ao que você já fez, ao que você conquistou e às pequenas vitórias diárias.

Prepare um momento para apreciar sua própria companhia.

Acenda uma vela de jasmim. Prepare um chá relax, ele ajuda a acalmar e relaxar, alivia o estresse, combate a ansiedade. Concentre-se em você, seja grato pelo por este instante de paz.

Aprecie a lua e relembre sua história

A versão de você de cinco ou dez anos atrás estaria orgulhosa do que você se tornou hoje, de sua caminhada. Quantas vezes você fez seu melhor dentro das possibilidades que tinha naquele momento? Você é a sua melhor versão de si mesmo!